F. Nietzsche
Este beijo em tua fronte deponho! Vou partir. E bem pode, quem parte, francamente aqui vir confessar-te...
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Aqueles que passam por nós não vão sós
Antoine de Saint-Exupery
sábado, 20 de agosto de 2011
Eu não sou eu
Sou este
que vai ao meu lado sem eu vê-lo;
que, por vezes, vou ver,
e que, às vezes, esqueço.
O que se cala, sereno, quando falo,
o que perdoa, doce, quando odeio,
o que passeia por onde estou ausente,
o que ficará de pé quando eu morrer.
Juan Ramón Jiménez
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Nataraja

Neste aspecto, Shiva aparece como o rei (raja) dos dançarinos (nata). Ele dança dentro de um círculo de fogo, símbolo da renovação e, através de sua dança, Nataraja cria, conserva e destrói o universo. Ela representa o eterno movimento do universo que foi impulsionado pelo ritmo do tambor e da dança. Apesar de seus movimentos serem dinâmicos, como mostram seus cabelos esvoaçantes, Shiva Nataraja permanece com seus olhos parados, olhando internamente, em atitude meditativa. Ele não se envolve com a dança do universo pois sabe que ela não é permanente. Como um yogue, ele se fixa em sua própria natureza, seu ser interior, que é perene.
Em uma das mãos, ele segura o Damaru, o tambor em forma de ampulheta com o qual marca o ritmo cósmico e o fluir do tempo. Na outra, traz uma chama, símbolo da transformação e da destruição de tudo que é ilusório. As outras duas mãos, encontram-se em gestos específicos. A direita, cuja palma está a mostra, representa um gesto de proteção e bênçãos (abhaya mudrá). A esquerda representa a tromba de um elefante, aquele que destrói os obstáculos.
Nataraja pisa com seu pé direito sobre as costas de um anão. Ele é o demônio da ignorância interior, a ignorância que nos impede de perceber nosso verdadeiro eu. O pedestal da estátua é uma flor de lótus, símbolo do mundo manifestado.
A imagem toda nos diz: "Vá além do mundo das aparências, vença a ignorância interior e torne-se Shiva, o meditador, aquele que enxerga a verdade através do olho que tudo vê (terceiro olho, Ájña Chakra)."
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
domingo, 14 de agosto de 2011
Solitude is Bliss
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
De quem é o olhar ?
Que espreita por meus olhos,
Quando penso que vejo?
Quem continua vendo
Enquanto estou pensando?"
Fernando Pessoa
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Elevação
As montanhas, os bosques, as nuvens, os mares,
Para além do ígneo sol e do éter que há nos ares,
Para além dos confins dos tetos estrelados,
Flutuas, meu espírito, ágil peregrino,
E, como um nadador que nas águas afunda,
Sulcas alegremente a imensidão profunda
Com um lascivo e fluido gozo masculino.
Vai mais, vai mais além do lodo repelente,
Vai te purificar onde o ar se faz mais fino,
E bebe, qual licor translúcido e divino,
O puro fogo que enche o espaço transparente.
Depois do tédio e dos desgostos e das penas
Que gravam com seu peso a vida dolorosa,
Feliz daquele a quem uma asa vigorosa
Pode lançar às várzeas claras e serenas;
Aquele que, ao pensar, qual pássaro veloz,
De manhã rumo aos céus liberto se distende,
Que paira sobre a vida e sem esforço entende
A linguagem da flor e das coisas sem voz!
Charles Baudelaire
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
DEUS - O MAMÍFERO EMOCIONAL
"A poesia e ficção Romântica dos últimos 2.000 anos têm de certa forma, nos cegado ao fato de que as emoções são formas profundamente mamíferas de consciência-de-selva. Ações emocionais são as formas mais contraídas e perigosas de entorpecimento fanático. Qualquer aldeão, qualquer criança pode te dizer isso. Tenha cuidado com as emoções. Preste atenção na pessoa emocional, o latino lunático desamparado de respiração ofegante. A pessoa emocional é desligada sensualmente. Seu corpo é um rôbo-turbulento; ele(a) perdeu toda a conexão com sua sabedoria celular e revelação atômica. Emoções são viciantes, narcóticas e entorpecentes. Como um alcoólatra ou um “junkie”, a pessoa assustada ativa seu circuito mamífero favorito.
“Humores” ou “estados de espírito” como tristeza e felicidade coexistem às emoções. Como um “junkie” que acabou de “ficar ligado”, a pessoa emocional se sente bem quando ele(a) percebe que ganhou emocionalmente — por exemplo, colocar alguém pra baixo ou ser colocado pra baixo.
O amor consciente não é uma emoção; é uma fundição serena com si mesmo, com outras pessoas, com outras formas de energia. O amor não pode existir no estado emocional. O “grande lance” da experiência mística é o alívio repentino da pressão emocional. O único estado no qual nós podemos aprender, harmonizar, crescer, fundir, juntar, entender, é o da falta de emoção chamado segurança, atingidos através da boa-sintonização das emoções."
Seu cérebro é deus - Thimothy Leary
domingo, 7 de agosto de 2011
Jiddu Krishnamurti
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Revolução interior

Uma revolução em toda a psique do homem não é realizável por meio da vontade, que é desejo, determinação, por meio de um plano de vida conducente à paz. Ela só é possível quando o cérebro pode estar quieto e ao mesmo tempo ativo, para observar sem criar imagens de acordo com sua experiência, conhecimentos e prazer. A paz é essencial, porque só na paz pode o indivíduo florescer em bondade e beleza. Essa possibilidade só existe quando somos capazes de escutar o todo da existência, com todas as suas agitações, aflições, confusão e angústias - escutá-lo, simplesmente, sem nenhum desejo de alterá-lo. O próprio ato de escutar é a ação que operará a revolução.
Krishnamurti - Encontro com o eterno - ICK
terça-feira, 19 de julho de 2011
Não se preocupe com nada em relação aos outros
Abandone-as, e faça isso imediatamente! Sua vida é curta e sua vida está escapulindo pelas suas mãos. A cada momento você é menos, a cada dia você é menos, e a cada dia você está menos vivo e mais morto! Cada aniversário do nascimento é um dia morto, mais um ano se passou pelas suas mãos.
Seja um pouco mais inteligente. Não se preocupe com nada em relação aos outros. Dê prioridade para lidar com o problema que for maior. Gurdjieff costumava dizer para seus discípulos – a primeira coisa, a primeira coisa mesmo, “Descubra qual é a sua principal característica, seu maior problema, sua característica central da inconsciência”.
Em cada um é diferente. Alguém é sexualmente obcecado. Num pais como a Índia, onde por séculos o sexo tem sido reprimido, isso se tornou quase que uma característica universal; todos são obcecados pelo sexo. Alguém é obcecado pela raiva e outro é obcecado pela ambição.
Você precisa observar qual é a sua obsessão básica. Primeiro encontre a principal característica sobre a qual repousa todo o edifício de seu ego. E depois permaneça constantemente cônscio disso porque isso só pode existir se você estiver desatento. Isso é automaticamente dissolvido no fogo da consciência.
E lembre-se, lembre-se sempre, que não é para você cultivar o oposto disso. Senão, o que acontece é que a pessoa se torna consciente de que, ‘Minha obsessão é a raiva, que devo fazer então? Devo cultivar a compaixão’. ‘Minha obsessão é sexo, que devo fazer então? Devo praticar brahmacharya, o celibato.
As pessoas se movem de uma coisa para o seu oposto. Esse não é o caminho da transformação. É o mesmo pêndulo, movendo-se da esquerda para a direita, da direita para a esquerda. E é assim que sua vida tem estado se movendo por séculos; é o mesmo pêndulo.
O pêndulo precisa parar no meio. E esse é o milagre da conscientização. Apenas fique cônscio de que, ‘Essa é a principal armadilha, esse é o lugar onde sempre tropeço, essa é a raiz da minha inconsciência’. Não tente cultivar o oposto disso, mas derrame toda sua consciência nisso.
Crie uma grande fogueira de consciência e isso será queimado. E assim o pêndulo para no meio. E com a parada do pêndulo, o tempo cessa. Você subitamente penetra no mundo da intemporalidade, imortalidade, eternidade.
O ALBATROZ
"[...]
O Poeta se compara ao príncipe da altura
Que enfrenta os vendavais e ri da seta no ar;
Exilado ao chão, em meio à turba obscura,
As asas de gigante impedem-no de andar."
Charles Baudelaire
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Nossa água envenenada intencionalmente!

Mesmo pequenas quantidades de flúor consumido na água encanada pode danificar seus ossos, dentes, cérebro, causar problemas de tiróide, reduzir o QI e causar câncer de acordo com a maior revisão de estudos sobre o flúor.
Um estudo recente da China concluiu que doses baixas de fluoreto de sódio na água potável diminui o QI, especialmente entre as crianças. Este é o vigésimo quarto estudo internacional do gênero com a mesma conclusão. Fluoreto de sódio também tem sido associada à redução da fertilidade e baixa contagem de esperma.
Análises cuidadosas descobriram que o flúor está ligado a efeitos na tiróide, especialmente em pessoas com deficiência de iodo. Três especialistas do painel que analisou os estudos solicitaram publicamente o fim da adição de flúor na água potável.
Baixos níveis de hormônio da tiróide podem aumentar o risco de doença cardíaca, colesterol alto, depressão e menor inteligência nos bebês nascidos de mães com este problema. Foi encontrado “uma forte e consistente associação entre a exposição ao flúor e baixo QI”.
A questão primordial seria se a exposição ao flúor através de diversas rotas como produtos dentais, água e alimentos podem contribuir para desenvolver efeitos nocivos. Estudos posteriores também seriam necessários para descobrir qual dose de flúor pode aumentar o risco de problemas de desenvolvimento neurológico, câncer, fluorose dental e óssea, principalmente para pessoas mais sensíveis.
Quase dois mil profissionais assinaram uma declaração encorajando o Congresso que pare com a adição de flúor na água.Observação: Os nazistas "ministraram" flúor na água dos campos de extermínio, que agiu como sedativo, apaziguando os prisioneiros.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Relógio do Tempo
Quando é de manhãzinha para mim
Já é meio-dia em ponto para alguém
Para muitos essa hora já é tarde
E outros tantos a iluminária logo vem
Bem cedinho é a idade da criança
Logo mais vem vindo a maturidade
Preparando para a hora da colheita
Colher de tudo que plantou nesta verdade
Neste mundo boa árvore dá bom fruto
Dependendo da sua utilidade
O nosso Mestre nos falou da laranjeira
Carregada de laranja em seu hinário
Finda o dia, vem a noite e é descanso
Para quem cuida da sua atividade
Passa a sombra, já nos vem o novo dia
Pleno de luz o Sol em sua claridade
quarta-feira, 22 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 19 de junho de 2011
A fábula do tigre

Um filhote de tigre fora criado entre cabras. Prenhe e balofa, sua mãe passara vários dias à procura de uma presa sem nada conseguir, até que deparou com um rebanho de cabras selvagens. Estava faminta, o que explica a violência de sua investida. O esforço do ataque precipitou o parto e ela acabou morrendo de esgotamento. As cabras, que haviam se dispersado, retornaram ao lugar e lá encontraram um filhote de tigre choramingando ao lado de sua mãe. Levadas pela compaixão maternal adoptaram a débil criatura; amamentaram-na junto com suas próprias crias e dela cuidaram ternamente. O animal cresceu e sobreveio a recompensa pelos cuidados dispensados, pois o pequeno companheiro aprendeu a linguagem das cabras, adaptou sua voz àquele som suave e mostrou tanto afecto quanto qualquer cabrito. A princípio teve alguma dificuldade para mastigar com seus dentes pontiagudos as tenras folhas do pasto, mas logo se acostumou. A dieta vegetariana o mantinha enfraquecido, conferindo ao seu temperamento uma notável doçura.
Certa noite - quando o órfão, crescido entre as cabras, já havia alcançado a idade da razão - o rebanho foi atacado, desta vez por um velho e feroz tigre. As cabras se dispersaram, porém o jovem permaneceu onde estava, sem medo ainda que surpreso. Achando-se face a face com a terrível criatura da selva, fitou-o estupefacto. Passado o primeiro impacto, começa a tomar consciência de si. Desamparado, berra, arranca folhas de pasto e se põe a mastigar, ante o olhar perplexo do outro.
De repente, o poderoso intruso pergunta:
- Que fazes aqui entre as cabras?! Que estás mastigando?!
A resposta foi um berro. O outro, indignado, disse num rugido:
- Por que emites este som estúpido?!
E antes que o pequeno pudesse responder, apanhou-o pelo cangote e o sacudiu como se quisesse fazê-lo recobrar a lucidez. O tigre da selva carregou o assustado animal até um lago próximo, soltando-o na margem e obrigando-o a olhar para a superfície espelhada da água, então iluminada pela lua.
- Vê estas duas imagens! Não são semelhantes? Tens a cara típica de um tigre, é como a minha. Por que te iludes pensando seres um cabrito? Por que berras? Por que mastigas pasto?!
O tigrezinho, incapaz de responder, continuava a olhar espantado comparando as duas imagens reflectidas. Inquieto, apoiou-se numa e logo noutra pata, e lançou um grito de aflitiva incerteza. A velha fera novamente o carregou porém agora até seu covil, onde lhe ofereceu um pedaço de carne crua e sangrenta, sobra de uma refeição anterior. Ante a inusitada visão, o jovem tremeu de repugnância mas o velho, ignorando o fraco gesto de protesto, ordenou rudemente:
- Come! Engole!
O outro resistiu, porém a horripilante carne foi forçada a passar entre seus dentes; o tigre vigiava atentamente seu aprendiz que tentava mastigar e preparava-se para engolir. Sua não-familiaridade com a consistência da carne causava-lhe certa dificuldade, e estava prestes a emitir outro débil berro quando começou a experimentar o gosto do sangue. Excitado, devorou o restante com avidez, sentindo um prazer incomum à medida que o novo alimento descia-lhe pela garganta e atingia o estômago. Uma força estranha e quente irradiava de suas entranhas trazendo-lhe uma sensação eufórica e embriagadora. Estalou a língua, lambeu o focinho satisfeito e, erguendo-se, deu um largo bocejo como se estivesse despertando de uma longa noite de sono - uma noite que o manteve sob feitiço por anos e anos. Espreguiçando-se, arqueou as costas, estendeu e abriu as garras. Sua cauda fustigava o solo e, de súbito, irrompeu de sua garganta o triunfal e aterrorizente rugido de um tigre.
O inflexível mestre, que estivera observando de perto, sentia-se recompensado. A transformação, de fato, acontecera. Ao cessar o rugido, perguntou severamente:
- Agora sabes quem realmente és?
E para completar a iniciação de seu jovem discípulo no saber secreto de sua própria e verdadeira natureza, acrescentou:
- Vem! Vamos caçar juntos pela selva.

